Surpresa!
Depois de alguma coisa que se afigurava como um tudo, ou mesmo o TUDO, veio a dura realidade riscar essa ideia e lembrar-me que o que tenho realmente e só...são sonhos. Tudo se auto-promovia como incontestável devido à minha necessidade de viver loucuras, e estava longe de receber o nome que hoje lhe dou: Ilusão.
Apesar de tudo, presentemente sinto isto com menos confusão e dor do que era de se esperar, tendo em conta o meu frágil ego, e neste contexto agradeço esta desilusão da vida que se mostra imperativa por exemplos sucessivos, que alegremente vejo construir em mim estruturas que se tinham perdido no tempo num ambiente de paz armada.
Esta ilusão, que pensava ser a minha base de acção do agora, constituiu algo mais que isso: estabilidade, venha a tempestade que vier...pois ela só por si era um forte temporal, em relação ao qual tive de fabricar anti-corpos, esses que são o resto de tudo e que servirão para algo mais...quem sabe sejam o começo de um sentir-me em unidade sólida, forte e não passível de se destruir ao toque...como até há bem pouco tempo. Coisa que já começo a sentir...e que era tão desejada.
"Cão Como Nós" 17/11/2006 . Bau Dia de Seminário. Tudo me indica que não seria a melhor altura para me debruçar numa recordação, que embora não exista só nessa forma, já se afigura algo distante, e dado o calendário, descontextualizada, mas esquecendo um pouco isso fica o vazio deixado por algo que perdeu a definição com o tempo, e que por isso às vezes me esqueço de o relembrar como motivo. Hoje pendurado no meu quadro de lembranças, ou de anti- esquecimento, sem precisar de lá estar, está o meu mais próximo cão Bau que a doença e o meu descuido levaram, e não a sua idade. Quadrúpede de presença humana... relembro com paixão episódios menos caninos deste companheiro, que tanto fazem jus ao meu respeito e adoração por este cão. Epanheul Breton por mero acaso…sem muita justiça, e com malandrice, pedi ao meu avô para olhar por ele, enquanto permanecessem fora, tomando-o em definitivo para mim, e então, julgando este ser de bom tom, tomou o meu modo de estar como seu, a jeito d...
Comentários
Devemos sonhar sempre... é o que dizem :P
Autor: Rivarol , Antoine Tema: Surpresa
Vergílio Ferreira, in 'Nítido Nulo'