Será que o tempo nos separa em constrangimento?
Confesso que é-me difícil pensar isto, transferi-lo para palavras, pois apenas o sinto em plenitude. Será que o agradeça à experiência, ou a uma consciência aberta a ferros?
A questão prende-se nisto: Até que ponto o tempo armazenado no repertório de alguém pode ser o limite do meu espaço de acção?
Confesso de peito aberto que quando dou de fronte com alguém que me apresenta uma colecção de calendários vividos como prova de credibilidade, esboço em mim um nervoso miudinho com vontade de acabar em estalo, uma gargalhada bem dada, um sem fim de pena, pois parto do principio que quem tem atributos com que se orgulhar não precisa na idade se refugiar...atrás de uma pose que nada nos tem para oferecer senão o limites que ela mesma impõe, esconde-se um ego frágil, de estrutura débil, que por isso nos oferece barreiras de interecção, esquecendo-se no entanto que quem deixa de experimentar e vivenciar é o próprio.
Defendo e sempre defenderei que a simplicidade é a maior prova de sabedoria a ser dada, é a mostra de que se tem presente que nada se é no meio de alguma coisa, à qual devemos respeito para nesse nada encontrar-mos um sentido.
Digo com vaidade que sei de gente que vive sem esses limites mesquinhos, de arrogância e pretensão, pois é mais que obvio que o tempo não acrescenta atributos, apenas e só, o que se faz dele, e sejamos realistas, a maioria gasta-o no vazio de uma rotina que faz tudo menos abrir horizontes. E desde quando se dá ouvidos a alguém de pouco alcance? A fastidiosa rotina é uma experiência que nos diz stop às possibilidades de viver experiências diferentes...que nos possa fazer sentir vivos. E neste caso a experiência é um limite, não uma mais valia. Desde quando é que devemos ter respeito pelo medo? Pela falta de coragem que advém de dias de doce tormento?
Toda a pose é resultado de uma ignorância que é liquefeita com o passar do tal tempo que exibem com vaidade. Felizmente há quem seja mais perspicaz e nunca tenha de dar essas quedas.
Os meus pêsames a quem ainda não se apercebeu da relatividade que nos envolve,e à muito foi comprovada.
"Cão Como Nós" 17/11/2006 . Bau Dia de Seminário. Tudo me indica que não seria a melhor altura para me debruçar numa recordação, que embora não exista só nessa forma, já se afigura algo distante, e dado o calendário, descontextualizada, mas esquecendo um pouco isso fica o vazio deixado por algo que perdeu a definição com o tempo, e que por isso às vezes me esqueço de o relembrar como motivo. Hoje pendurado no meu quadro de lembranças, ou de anti- esquecimento, sem precisar de lá estar, está o meu mais próximo cão Bau que a doença e o meu descuido levaram, e não a sua idade. Quadrúpede de presença humana... relembro com paixão episódios menos caninos deste companheiro, que tanto fazem jus ao meu respeito e adoração por este cão. Epanheul Breton por mero acaso…sem muita justiça, e com malandrice, pedi ao meu avô para olhar por ele, enquanto permanecessem fora, tomando-o em definitivo para mim, e então, julgando este ser de bom tom, tomou o meu modo de estar como seu, a jeito d...
Comentários
:P Não quero dizer que não disseste nada. Apenas quero dizer que me custa entender os teus textos :)