quinta-feira, junho 26, 2008

Amarguro-me mais uma, duas, três vezes com pensamentos vãos que me atam ao desespero da falta de confiança em mim, à falta de crédito que me dou e consequentemente a um amor-próprio corrompido.
Não há brisa fresca num calor intenso que me reanime e me esgote o constante pôr em causa do eu e do mundo que me avizinha.
Sinto-me mal com o meu reflexo, devendo em vez disso ignorá-lo.
A força nasce do esquecer dos desagrados não da sua lembrança, esta só traz incómodo, energia e intenções negativas ou energia e estado de espírito desconfortável.
Eu, sabendo disso não passo da cepa dos tortos e continuo a martirizar-me com os mesmos princípios, com a mesma mesquinhez.
Não há meio. Não há meio de evoluir, subir a escada para um patamar mais confortável e sensato.
Tenho saudades de quando, me pondo em causa, andava em frente.
Como se vive uma coisa e não se sabe recuperá-la? Nem se relembra o caminho para?
Confusão?
Falta de respeito por mim?
Inevitáveis dúvidas?
Dúvidas entranhadas no fundo da minha essência?
É encontrar o que me reduz, e reduzir as causas para encontrar em mim motivos para florescer outra vez.
De resto fico-me pelo conforto que o desabafo me trouxe.
Estou farta de perder tempo, aflige-me o tempo que perdi e perco…
Quero fugir.


sexta-feira, junho 13, 2008

A mim, tudo desaparece quando passa. Infelizmente.
Infelizmente, quando olho ao espelho não me sei ver valor, e isso viabiliza sentir-me entre a espada e a parede quando me apontam o dedo.
Como ultrapassar isto…? Como ultrapassar o desrespeito que criei por mim, nestes últimos 4 anos, e que me tem posto o coração nas mãos?
Os olhos ardem, e a cabeça ferve. Estou farta que não assumam os seus erros, estou farta de conveniências do ego alheio, não havendo respeito pela sua verdade, não havendo compromisso entre assunção de desagrados e coragem de os remediar, não tendo em conta mundo em redor, e de que não haja consciência que o seu ego é um nada que só existe, com alguma esperteza, havendo cordialidade com o próximo.
Como ousam criticar-me por me analisar constantemente afirmando, ser eu, egocêntrica, se tudo se justifica quando sei posicionar correctamente o meu eu perante os outros, pois conheço as minhas falhas melhor do que ninguém, sendo eu a primeira a apontá-las…
Fazem-no e não se pensam, não se analisam, não julgam o que fazem…têm para consigo que não erram, ou se têm…querem que os outros vendem os olhos face à sua sombra. Na realidade não estão bem para consigo…assim nunca estarão bem para com os outros…se não se conhecem a si como podem conhecer o outro? Se não se vergam à sua evidência, como podem escapar ao caos?
Conhecer-me a mim é conhecer o próximo? Estamos todos intrinsecamente ligados por um laço de Espécie, como negar semelhanças básicas no que toca ao existencialismo, ainda mais... havendo a realidade em comum?
Lá vem aquele ditado, que é qualquer coisa como: “ Só amarás, quando te amares a ti mesmo”.
Amar, não é olhar simplesmente a sua imagem …é saborear o que se é, é conhecer e aceitarmo-nos com os nossas virtudes, e principalmente com os nossos defeitos, é darmo-nos ao respeito, se é que queremos que o respeito por nós valha qualquer coisa.
No meio disto, digo, só não me respeito…porque não me vejo, submetendo-me constantemente a conveniências e caprichos de outrem, o que também não é positivo.
Desaprendi de ver o que tenho de bom, ou o que tenho de bom, não faz peso aos meus olhos face à necessidade que tenho de melhorar-me, coisa que me faz ver constantemente erros meus até ao simples capricho dos outros em mos apontarem.
Tenho de definir para mim o que é permissível e saber posicionar-me para que seja cumprido.


terça-feira, junho 10, 2008

Se subo escadas de papelão não sei.
Não leva a nada duvidar da paz, nascida de uma noite mal dormida, de um dia ocupado. Resta-me, sobrando em alegria, acreditar que o estado de espírito de hoje se prolongará, com toda a motivação subjacente.
Delicia-me a visão de uns meses próximos, enriquecedores, em que faço do tempo livre, tapete vermelho de um futuro próximo.
Delicia-me, como sempre, fazer planos, mas desta vez sem utopias e com modéstia… com um forte tempero de realismo que me reconforta, derretendo-me em prazer e paz.
Delicia-me a tranquilidade que reencontro em mim durante os pequenos afazeres…enche-me de sabor o afastamento de vícios que justificam os pecados capitais.
Como me sinto feliz…
Como sinto, arduamente, a libertação de tudo o que me incomodava nas entranhas.
E como é engraçado acabar um dia buliçoso e algo amargo, nos seus azares correntes, com lágrimas presas no canto do olho ao escrever isto… Presas, por medo de assumir uma felicidade ainda não confirmada pelo tempo.


domingo, junho 08, 2008

Agora já de manhã, não tendo dormido ainda, relembro o pacote dos últimos tempos, e peço por tudo, ao que me é mais forte, para não o esquecer, e conseguir tomar uma atitude para modificar tudo até ao oposto.
O que relembro traz-me lágrimas, o presente traz-me lágrimas que escorreguem em silêncio, numa miscelânea de prazer e dor, alegria e amargura.
No meio disto muitos pensamentos de mudança intrínseca me invadem, não no que se liga à minha essência, mas às minhas fraquezas e desatinos, que embora me tragam uma vida de que fiquei viciada, desenham-me um futuro doloroso e incerto, do qual preciso escapar…salvar-me.
Como desejo bastar-me a mim mesma! Isso irá arrumar o meu caos.