Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

o Meu Estado: Vazio.
em minha defesa destaco a noção de niilismo frequentemente assoociada este conceito, que mais não será, do que a descrença generalizada que conduz à falta de acção. Este seria para Nietzche, uma consequencia do pensamento lógico e estaria relacionado com vontade de veracidade que conduziria à destruição das certezas sobre as quais ela se desenvolve. nada. não pensar, não agir.
Ainda que se digam ateus, apontam a dedo a quem ao nada se rende, fazendo da sua alienação uma ponte com o cristianismo, em que o vazio é associado ao caos, à ausência à vaidade...que em ultima análise levam ao caos, a que se quer escapar.
Mas para quê? descansem, até o acaso pode ser representado por equações.

Quarta-feira, Setembro 23, 2009

"Não basta ser corajoso, é necessário também ter direito a isso. Não basta ter a coragem de lutar por um «ideal». É preciso também dar-se e darmos-lhe a importância para se arrogar esse direito. Um pedinte, por exemplo, não pode."

Vergílio Ferreira, Pensar

Domingo, Agosto 30, 2009

O difícil não é imitar a grandeza com desmesura.
O difícil é que a alma não seja anã.”
Vergílio Ferreira

Todo o Homem tem os seus pontos negros mesmo que os oculte, por vergonha ou petulância.
Relembro nos dias que tenho do passado, as escondidas de um hediondo maior através de hostilidades de menor, as exigências desmedidas a outrem para que lhes não caiba nas suas medidas, a crítica da sua alma decadente.
E porque a ignorância é absolutamente neles evidente, pelo absurdo dos cânones desumanos, mais estreitos assim são, que desconhecem os limites dos seus irmãos humanos. Tão mais ignorantes que aquela vítima que escolhem, do seu desdém ou inveja, e enganados continuarão, pois em vão lutam por uma razão, sendo esta não mais que um escape do espelho que tão ingenuamente usam, não se afirmando em nada mais que isso no seu ataque.
O próprio Deus teve declínios. Ele criou o homem quando estava fatigado tendo por isso sugestões do Diabo, o que não tira ao sexto dia a esperança numa continuidade que vai além da marcação do nosso pecado.

Quarta-feira, Agosto 12, 2009

Universong

Encontrei este grupo em Barcelona, no Paseo Del Colon, ficando eu apaixonada, e com um album deles....é adorável a música!




is time

Segunda-feira, Agosto 03, 2009

Brienz

Por caminhos tortuosos chegámos a um extremo de um dos lagos mais formosos…nem tudo o que é belo custa, e este é o caso.
Antes uma sina da sorte nos deixou ir até um coração protegido por geladas vozes das montanhas, pontiagudos pinheiros e escarpas atrevidas, espreitando um vale ponteado e encantado nascido através de águas esmeralda que tapam tudo o que resta de inóspito.
Junto ao lago BrienzerSee, o silêncio, e as palavras ausentaram-se, revi assim, que é bom ficar em silêncio quando o espanto manda.
É bom ficar nesta calma que descobri quando estou bem junto a mim.
Enquanto se despiam os fados de cada cantão o céu pintava as cores em volta num cenário que imaginou, e o fim de tarde que hoje é indescritível, desejado para o meu país, incluindo tudo o que dele transborda em tons bem definidos similar ao contraste térmico entre cumes e vales.
Por um suspiro no dia seguinte, mergulhei em águas translúcidas, porque devotas à luz, que como dizia o proprietário do “jardim alugado”: “ isto não é como o mediterrâneo”.
Um encanto cantado pelo som de um motor muito pessoal, levou-nos para vaguear e admirar de outros pontos o que tanto se nos assegurou especial.
Dia 1 de Agosto, se dá o dia deles, e fora de si brincam desde bem cedo com foguetes e sem nada de artifício, e com cor, fazendo da brincadeira ofício de uma nacionalidade sentida, sendo tão maravilhoso a luz em volta do lago como o Kas Kas Kas! dos patos indignados por ela.
Brienz que tanto à noite como de dia te vi, e tal como em ti toda suíça não põe espaço a perder com a sua bandeira nacional impondo apesar das diferenças, respeito sem igual à regional.











































































































































































Segunda-feira, Julho 27, 2009

Genève

Altura em que a flores dão lugar á neve, patos e gaivinhas acompanham a corrida que lhes damos entre rochedos, e que Deus lhes deve.
Através do geiser ao longe percorre-se a marginal e chegados à sua beira ficamos com simples sandes de preço que mesmo em francos se leva a mal.
Antes disto, dois portugueses de fato direito e expressão lisa capturam-nos num flash com cisnes à vista.
Na marginal acordamos e através dela continuámos travados por um stop do lado direito em que um relógio de ajardinado diferente mês a mês conta também trazer gente.




Sábado, Julho 25, 2009

Avignon

É um erro crasso julgar que Avinhão se reduz a Picasso.
Nas suas viscerais muralhas se confirma as senhoras de Avinhão na sua Zone Rouge sem coração.
Pelas entranhas da cidade se exibem cartazes que se julgam enfeites em dias fugazes de agitação e festa devido a festival sobre tudo o que se achem capazes.
Como pecado seria usar cola em paredes cuidadas faz-se da publicidade literatura de cordel fazendo da anarquia ponte para a poesia.
Depostos os papas ficam as imperiosas recordações das artes que trazem gentes curiosas detodas as partes, com enfado de salas vazias em que vozes em desordem num phone nos lembram que a mesa mais pequena não é só para o rei, e tudo acaba com um sorriso desenhado num livro de visitas que mostra que por ali passei.











































































Barcelona

Uma vez mais em Barcelona deparamo-nos com dificuldades visto não ter poiso para concretizar frivolidades.
De bicicleta através da marginal descansamos num café onde nos desperta um naturista a cem por cento com uma pila de jumento.
No Paseo del Colon uma flauta ao longe nos encanta, sendo-nos anunciada pouco antes na Barceloneta, pelo correr de um “Skate-Dog” que nos espanta.
Ao filmar o grupo “universong” um bonito sorriso faz saltar o entusiasmo de um final de tarde num namorar das Ramblas a abarrotar, onde tanto as pessoas como as bicicletas estagnam a espectar.
Após o jantar andámos sem parar através da cidade moderna onde nesta zona um segundo falo nos faz os olhos marcar.
Depois de 10 km corridos que percorremos aguerridos, a noite acaba com discrepâncias entre norte e sul, Espanha e Portugal onde a malta birrenta já tudo leva a mal.